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05 de fevereiro de 2012 -
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Religião no Brasil CATOLICISMO – Para a Igreja Católica, todos os que receberam o sacramento do batismo são católicos. Mas, conforme estimativa da própria igreja, cerca de 80% do total é de não praticantes e apenas 18% participam de grupos como o Movimento de Renovação Carismática e as Eclesiais de Base. Em 1999, a Igreja Católica, no Brasil, contava com seis cardeais, 51 arcebispos (36 na ativa e 15 eméritos) e 344 bispos. Há ainda 14,2 mil padres e 35,5 mil freiras. Em todo o país a Igreja organiza-se em 264 dioceses e 8.068 paróquias. A influência do catolicismo é forte desde o descobrimento. Já no período colonial, ordens e congregações religiosas assumem os serviços nas paróquias e nas dioceses, a educação nos colégios e a catequização indígena. Até meados do século XVIII, o Estado controlava a atividade eclesiástica na colônia, responsabilizava-se pelo sustento da Igreja e impede a entrada de outros cultos no Brasil, em troca de reconhecimento e obediência.
Em 1750, o agravamento dos conflitos entre colonos e padres por causa da escravização dos índios leva à expulsão dos jesuítas pelo marquês de Pombal. No entanto, a separação entre Igreja e Estado e a garantia de liberdade religiosa só é decretada em 1890, após a proclamação da República. A partir da década de 30, o projeto desenvolvimentista e nacionalista de Getúlio Vargas incentivava a Igreja a valorizar a identidade cultural brasileira, o que resultou na expansão de sua base social para as classes médias e as camadas populares. A instituição apoiava a ditadura do Estado Novo em 1937, a fim de barrar a ascensão da esquerda. Em 1952 criava-se a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para coordenar a ação da Igreja. No final dos anos 50, a preocupação com questões sociais geradas pelo modelo de capitalismo no país, como fome e desemprego, fortalece movimentos como a Juventude Universitária Católica (JUC), a qual contribui para o surgimento de organizações socialistas como a Ação Popular (AP), criada em 1960 pela JUC.
Durante a década de 60, a Igreja, influenciada pela Teologia da Libertação, atua em setores populares por meio das Comunidades Eclesiais de Base. A instalação do Regime Militar de 1964 inaugurou a fase de conflitos entre Igreja e Estado, que terminou em ruptura, diante da violenta repressão iniciada em 1968 com o Ato Institucional No 5 (AI-5). Os abusos contra a ordem jurídica e os direitos humanos fizeram a Igreja engajar-se na luta pela redemocratização nos anos 70 e 80. Após esse período, os movimentos mais ligados à Teologia da Libertação, de inspiração progressista, cederam espaço à proposta mais conservadora da Renovação Carismática.
Comunidades Eclesiais de Base – Multiplicam-se pelo país após a década de 60, sob a influência da Teologia da Libertação, que tem como um de seus fundadores o ex-frade brasileiro Leonardo Boff. Vinculam o compromisso cristão à luta por justiça social e participam ativamente da vida política do país, associadas a movimentos de reivindicação social e a partidos políticos de esquerda. Nos anos 90 entram em declínio. De acordo com o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), existem cerca de 80 mil núcleos de comunidades eclesiais de base no Brasil em 1999.
Renovação Carismática Católica – De origem norte-americana, chega ao Brasil em 1968, pelo padre jesuíta Haroldo Rahn. Aproxima-se do pentecostalismo ao reafirmar a presença do Espírito Santo na religião. Ganha força principalmente no interior e entre a classe média. Em 1999 soma 8 milhões de simpatizantes, conforme o próprio movimento, representados em 95% das dioceses, na forma de grupos de oração. Um dos expoentes do movimento de Renovação Carismática é o padre Marcelo Rossi, de 32 anos. Suas missas, realizadas na Zona Sul de São Paulo, reúnem em média 60 mil pessoas, atraídas por seus cantos, coreografias e diálogos com a platéia. Em setembro de 1998, ele lança o CD Músicas para Louvar o Senhor, que em dois meses atinge o recorde de 2,2 milhões de cópias vendidas. O segundo CD, Presente para Jesus, lançado um ano depois, vende 1 milhão de cópias até o fim de novembro de 1999. Na linha do padre Marcelo, mas sem a repercussão obtida por ele nos meios de comunicação, surgem outros padres cantores, entre os quais se destaca o padre José Luiz Jansen de Mello Neto, de 28 anos, conhecido como padre Zeca, do Rio de Janeiro.
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