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Pirassununga - SP ,  Quarta-feira, 07 de janeiro de 2009 - Boa tarde! - 12:16

Piauí (PI)

        1.INTRODUÇÃO Piauí, estado da região Nordeste do Brasil, forma com o estado do Maranhão o chamado meio-norte, ou seja, a região geográfica que apresenta características tanto da região norte quanto da nordeste. Com estreita faixa litorânea, é banhado ao norte pelo oceano Atlântico, a leste limita-se com os estados do Ceará e Pernambuco, a sudeste e sul com a Bahia e Tocantins e a oeste com o Maranhão. Possui uma área de 252.378 km2 e como capital a cidade de Teresina, nas margens do rio Parnaíba, com 598.449 habitantes (1991).
        2.RELEVO, VEGETAÇÃO E CLIMA Sua forma alongada no sentido dos meridianos faz com que seus extremos no sentido norte-sul se distanciem em mais de 1.000 km, dificultando as comunicações dentro do próprio estado. É marcado por uma extensa bacia sedimentar, com chapadas e serras em formas tabulares e várias unidades morfológicas: a bacia e cobertura sedimentar associadas do meio-norte, as chapadas do meio-norte e, a leste, uma faixa de dobramento e cobertura metassedimentar associada, relevo conhecido como patamar sertanejo.
É banhado pelo rio Parnaíba, que ocupa a calha da bacia sedimentar e atravessa o estado de sul a norte, sendo de grande importância na unidade geo-política do estado. Seus afluentes se deslocam principalmente de leste para oeste e estão, em geral, encaixados em vales estruturais. A vegetação é marcada por matas de coqueiros (babaçu e carnaúba), pequenas matas tropicais onde ocorrem madeiras de lei como pau d'arco, pau-marfim e canela, áreas de caatinga e áreas de cerrado (ver Campos abertos).
        Apresenta clima quente, com temperaturas elevadas em quase toda a sua extensão e, no sul, o clima típico do Brasil Central. Quanto à distribuição das chuvas, apresenta alternância de período chuvoso e período seco, que pode chegar, principalmente na zona do sudeste, a nove ou dez meses de seca por ano. Tem 148 municípios, todos enquadrados como áreas de interesse da Sudene (Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste), e dois municípios de zona costeira.
        3.HISTÓRIA A conquista e a ocupação do território do atual Piauí deveu-se principalmente ao estabelecimento de inúmeras fazendas de criação à margem de seus rios. Fazendo parte, no século XVII, do Estado do Grão-Pará e Maranhão, a região recebeu uma enorme quantidade de população de sesmeiros portugueses ou de Pernambuco e Bahia, que, com cartas de sesmarias, se adentravam para criar gado. Em 1696, a fundação da freguesia de N. Sra. das Vitórias, origem da vila do Mocha (hoje Oeiras), iniciou realmente a vida administrativa. No século XVIII, a política pombalina de expansão e povoamento criou a capitania de São José do Piauí, mandou erigir em vilas seis núcleos populacionais dispersos em todo o território e elevar à categoria de cidade a até então vila do Mocha, com o nome de cidade de Oeiras. Mas a capitania ficou dependente da do Maranhão até 1811.
        Cultivava-se cana, fumo e algodão, ao lado da grande pecuária extensiva, utilizando-se mão-de-obra escrava negra. No século XIX, a Província, assolada pela guerra da independência e pela rebelião dos balaios, não teve o desenvolvimento de suas vizinhas, ainda que a valorização do algodão no mercado internacional lhe desse grandes recursos financeiros. A mudança da capital do sertão (afastada 700 km do mar) para a cidade de Teresina, construída e planejada como tal, em 1851, deslocou o centro econômico da região sudeste do estado, antigo núcleo de povoamento, para as margens da mais importante via de comunicação, o Parnaíba, mas não trouxe os benefícios que os governantes esperavam. Somente uma pequena camada de senhores, criadores de gado que formavam verdadeiras oligarquias familiares, podia ilustrar-se nas faculdades de Recife e Salvador, constituindo uma elite intelectualizada naqueles sertões.
        No século XX, a decadência da pecuária se tornou mais clara, mas a exploração do extrativismo vegetal, baseado em produtos como o babaçu e a carnaúba, o sisal e o tucum permitiram o soerguimento da economia local. Atualmente, o Piauí continua a depender dos seus vizinhos (Pernambuco, Bahia, Ceará e Maranhão) para suas ligações comerciais. Nesse sentido, a rodovia Transamazônica, que corta sua região centro-sul, foi de grande importância para sua comunicação com o restante do nordeste, o norte e o centro-oeste. Pecuária, produção de couros, peles, chifres e pêlos, produção agrícola de arroz, mandioca, feijão, algodão e sisal e extração de pedras semipreciosas (opala), sal-gema e calcário formam a riqueza do estado.
        Possui uma população residente muito pequena e outra população absenteísta, proprietária de fazendas de gado com baixa produção. As cidades mais importantes são Parnaíba, a capital comercial do estado, porto marítimo sobre o Atlântico; S. Raimundo Nonato, pelos achados arqueológicos do homem mais antigo da América; e Oeiras, centro arquitetônico e artístico tombado pelo Patrimônio Artístico Nacional. A população era de 2.581.054 habitantes em 1991.
 

Dicionário do Nordeste



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