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Pirassununga - SP Assisti atentamente a entrevista do atual Comandante Militar da Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, no Programa Canal Livre, da TV Bandeirantes dia 20/04/2008, domingo. Simplesmente extraordinária. Provocado sobre a possibilidade de adentrar terra indígena afirmou "...enquanto eu for comandante, e quando for necessário, eu entro." Uma firmeza rara. Uma declaração quase obvia, mas necessária. Com todos os comedimentos que cabe a um militar com suas responsabilidades, o general Augusto Heleno deixou claro que há uma orquestração dirigida internacionalmente e atuante em várias frentes no Brasil para relativizar o controle nacional sobre vastas áreas da Amazônia a partir dos territórios indígenas. É isso aí. A recente Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas dá algumas pistas de como pode ser solapada a nossa soberania. Em determinado momento da entrevista o General citou dois artigos que o preocupam. Vejamos: Art. 3º. "Os povos indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude desse direito, determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural." Com razão, o general Heleno pergunta: que significa determinar livremente "sua condição política"? Seria, por acaso, afirmar livremente seu status nacional ou, em outras palavras, decidir se são brasileiros? Art. 30º. 1 "Não se desenvolverão atividades militares nas terras ou territórios dos povos indígenas, a menos que o justifique uma razão de interesse público pertinente, ou que o aceitem ou solicitem livremente os povos indígenas interessados." E 2. "Os Estado celebrarão consultas eficazes com os povos indígenas interessados, para os procedimentos apropriados e em particular por meio de suas instituições representativas, antes de utilizar suas terras ou territórios para atividades militares." O general quer saber: Que raios seriam esses "...interesses públicos pertinentes"? Público relativo a que povo, o indígena ou o brasileiro? Quem julga se são ou não pertinentes? Não sendo "pertinentes" os interesses públicos, os índios podem vetar as atividades militares? Quem está em nome dos índios autorizado a "permitir" a realização de atividades militares? Mas há outros atentados na Declaração. Todos tendentes à fragilização da soberania brasileira. Transcrevo e grifo: Art. 5º "Os povos indígenas têm direito a conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo por sua vez, seus direitos em participar plenamente, se o desejam, na vida política, econômica, social e cultural do Estado." Art. 39º "Os povos indígenas têm direito à assistência financeira e técnica dos Estados por via da cooperação internacional, para o desfrute dos direitos enunciados na presente Declaração." Art. 41º "Os órgãos e organismos especializados do sistema das Nações Unidas e outras organizações intergovernamentais, contribuirão à plena realização das disposições da presente Declaração mediante a mobilização, entre outras coisas, da cooperação financeira e da assistência técnica. Estabelecer-se-ão os meios para assegurar a participação dos povos indígenas em relação aos assuntos que os afetem." Art. 42º
"As Nações Unidas, seus órgãos, incluindo O Fórum Permanente para as Questões
Indígenas e os organismos especializados, em particular a nível local, assim
como os Estados, promoverão o respeito e a plena aplicação das disposições da
presente Declaração e valerão pela eficácia da presente
Declaração." O Brasil foi lá e assinou este documento. Concordou com tudo. Quatro países, Estados Unidos - 1,8 milhão de índios, Canadá - 700 mil índios, Austrália - 360 mil aborígenes e Nova Zelândia se negaram. Não são bobos. Esperemos que esta adesão seja submetida à aprovação do Congresso Nacional e lá brasileiros que amam seu país a derrubem. Ela não é razoável, não é justa, é ameaçadora. Por enquanto, considerando a posição do general Augusto Heleno e parafraseando o moleiro prussiano de 1745, podemos dizer, felizmente, que ainda há generais no Brasil.! Colaboração: Warpe - Pirassununga - SP, 26 de Abril de 2008.
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